O presidente norte-americano, Joe Biden, telefonou esta quinta-feira ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o felicitar pela morte do principal líder do hamas, Yahya Sinwar, numa conversa em que abordaram a oportunidade criada para libertação dos reféns..O gabinete do primeiro-ministro israelita confirmou a ligação telefónica a partir do 'Air Force One', a aeronave da Força Aérea dos Estados Unidos que transporta neste momento Joe Biden para a Alemanha.."Os dois líderes concordaram que existe uma oportunidade para promover a libertação dos reféns e que trabalharão juntos para alcançar esse objetivo", afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelita num comunicado, referindo-se aos reféns israelitas retidos pelo Hamas desde 7 de outubro de 2023..Biden já tinha expressado publicamente que a morte de Sinwar abria uma "oportunidade" para um acordo para acabar com a guerra em Gaza e planear um futuro para o enclave palestiniano sem o Hamas no poder.."Em breve falarei com o primeiro-ministro Netanyahu e outros líderes israelitas para felicita-los, discutir o caminho para trazer os reféns de volta para as suas famílias e acabar de uma vez por todas com esta guerra, que causou tanta devastação a pessoas inocentes", havia dito Biden antes da conversa com o líder israelita.."Yahya Sinwar era um obstáculo intransponível para atingir todos esses objetivos. Esse obstáculo não existe mais. Mas ainda há muito trabalho pela frente", acrescentou Biden, em comunicado. ."Como líder do grupo terrorista Hamas, Sinwar foi responsável pelas mortes de milhares de israelitas, palestinianos, americanos e cidadãos de mais de 30 países", indicou o líder norte-americano em comunicado..A morte do líder do Hamas "prova mais uma vez que nenhum terrorista em lugar nenhum do mundo pode escapar da justiça, não importa quanto tempo leve", acrescentou..Kamala diz que morte de Sinwar é "oportunidade" para acabar guerra em Gaza.A morte do líder do Hamas, Yahya Sinwar, criou "a oportunidade" de acabar com a guerra em Gaza, defendeu a vice-presidente norte-americana, Kamala Harris.."Este momento dá-nos uma oportunidade de finalmente acabar com a guerra em Gaza, e ela deve acabar de tal forma que Israel esteja seguro, os reféns sejam libertados, o sofrimento em Gaza acabe e o povo palestiniano possa alcançar o seu direito à dignidade, segurança, liberdade e autodeterminação", reagiu Kamala Harris, também candidata democrata às presidenciais norte-americanas de novembro, num evento de campanha na Universidade de Wisconsin-Milwaukee..Ainda de acordo com a candidata democrata à Casa Branca, a justiça foi feita e os "Estados Unidos, Israel e o resto do mundo são agora um lugar melhor" sem Sinwar..O Pentágono confirmou que os Estados Unidos não estiveram "diretamente envolvidos" na operação do Exército israelita que terminou com a morte de Sinwar, após combates entre tropas de infantaria e milicianos do Hamas durante uma patrulha de rotina na tarde de quarta-feira em Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza..Nascido num campo de refugiados em Khan Yunis, cidade no sul de Gaza, Sinwar foi eleito líder do Hamas em Gaza em 2017, depois de estabelecer a reputação de inimigo ferrenho de Israel e no passado 6 de agosto - após o assassínio em Teerão do então chefe do gabinete político, Ismail Haniyeh - foi escolhido para ocupar a posição mais elevada no organograma do grupo islamita..Sinwar representava a linha mais dura e beligerante do grupo e é considerado por Israel o mentor dos ataques de 7 de outubro contra o território israelita, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e outras 250 foram sequestradas, o que o tornou no homem mais procurado por Israel.